Perseu e Medusa

Disfarçado de chuva de ouro, Zeus teve relações com uma mortal chamada Dânae. Dessa relação nasceu Perseu, um herói mitológico. De seus grandes feitos, destaca-se o ataque à terrível Medusa, uma mulher com cabelos de serpente, capaz de transformar qualquer pessoa para quem ela olhasse em pedra. O herói degolou o monstro, utilizando um espelho oferecido pela deusa Atena. Outro feito foi a libertação da bela Andrômeda de um mostro marinho que, ao mostrar-lhe a cabeça da medusa, foi petrificado.

Dáidalos e Ícaro

Também conhecido pelo nome de Dédalo, Dáidalos era um grande artesão ateniense, descendente do deus Hefaísto. Sua habilidade era tão grandiosa que era capaz de fazer estátuas que se moviam como seres humanos. Foi ele o responsável por criar o labirinto para o rei Minos, para abrigar o Minotauro. Uma vez, inventou asas projetadas com penas e cera para ele e seu filho Ícaro voarem. Desobediente ao pai, Ícaro voou muito próximo ao Sol. O calor derreteu a cera, fazendo com que ele caísse no mar e morresse.

Teseu e o labirinto

Teseu é um lendário herói e uma das principais figuras da mitologia grega. Essa lenda conta como o herói derrotou o terrível Minotauro, um monstro metade homem, metade touro furioso, que vivia na Ilha de Creta.

Esse Minotauro vivia dentro de um labirinto, uma construção repleta de quartos e corredores, na qual o rei cretense Minos exigia que, a cada sete anos, fossem enviados sete rapazes e sete moças atenienses. Esses corredores enganavam as pessoas de tal maneira que elas não conseguiam encontrar a saída. Além disso, lá estava o monstro mitológico para devorar os jovens.

Ariadne, filha do rei de Creta, resolveu ajudar Teseu por ter se apaixonado por ele. Ela deu-lhe um novelo de lã em que, uma de suas pontas foi amarrada logo na entrada do labirinto; no decorrer dos passos de Teseu, o novelo era desenrolado. Essa ideia ajudava o herói a saber exatamente como retornar ao ponto de partida.

Teseu penetrou no labirinto, matou o Minotauro e voltou são e salvo. Atualmente, a expressão “pegar o fio de Ariadne” ainda é utilizada para designar como encontrar o caminho certo para resolver um determinado problema.

Prometeu

Considerado o mais esperto dos titãs (deuses clássicos), Prometeu lutou ao lado de Zeus contra o seu pai, deus Cronos, o devorador. Impediu, habilidosamente, que Zeus destruísse os humanos, tendo se voltado às causas da humanidade. Seu nome significa “pré-meditação”.

De acordo com a lenda, Prometeu era um excelente artesão: foi capaz de criar os homens com argila e água de um riacho. A deusa Atena ajudou na criação, dando vida às obras. Por essa razão, um intenso sentimento começou a surgir entre criador e criações. Uma das promessas de Prometeu para a humanidade foi o domínio do fogo que, até o momento, não o tinham. O titã foi ao Olimpo, roubou fogo e o ofereceu aos homens. Zeus ficou tão enfurecido com o acontecido, que resolveu castigar Prometeu.

Engenhosamente, Zeus ordenou que criassem uma mulher chamada Pandora para o titã. Ela foi responsável por libertar as desgraças presentes em uma caixa para o mundo. Um outro castigo foi acorrentar Prometeu num rochedo montanhoso, estando ele vulnerável às bicadas de uma águia em seu fígado, que se regenerava e no dia seguinte tornava a ser bicado novamente. O herói Héracles, mais conhecido como Hércules pelos romanos, o salvou da montanha e da gigantesca águia.

Narciso

Ao nascer, a vida de Narciso foi profetizada por um adivinho chamado Tirésias ao dizer que a criança teria vida longa, desde que jamais contemplasse a própria figura. Filho de um deus com uma ninfa, Narciso era um jovem extremamente belo. Essa beleza o fazia julgar que nenhuma donzela ou ninfa era merecedora de seu amor. Sua característica principal o nomeava como o "Autoadmirador".

Narciso desprezou o amor da ninfa Eco, por ser indiferente aos sentimentos de outras criaturas. Essa indiferença despertou a ira dos deuses, fazendo com que fosse castigado da seguinte maneira: de tanto observar sua imagem no reflexo das águas de uma fonte, apaixonou-se por ela e ficou a contemplá-la até a chegada de sua morte. Uma flor nasceu no local onde morrera.

Édipo

A história de Édipo foi narrada pelo filósofo Sófocles no século V a.C. em três obras intituladas Édipo rei, Édipo em Colona e Antígona.

Filho de Laio e Jocasta de Tebas, Édipo teve sua história profetizada por um oráculo que dizia que, quando chegasse a idade adulta, mataria o pai e se casaria com a mãe. Seu pai, Laio, horrorizado, mandou que o filho fosse abandonado em um bosque com os tornozelos amarrados por uma corda. A criança foi encontrada ainda viva por um pastor que a levou para Corinto, sendo adotada, posteriormente, pelo rei Políbio.

Quando adolescente, Édipo conheceu sua profecia e, acreditando ser filho de Políbio, fugiu para escapar de seu destino. Em sua jornada, encontrou um velho acompanhado de vários servos. Ao se desentender com ele, matou-o sem saber que era Laio, seu verdadeiro pai.

Voltando para Tebas, Édipo encontrou a cidade desolada e com uma esfinge às portas que propunha aos homens um enigma que, caso não fosse corretamente decifrado, ela os devoraria. A rainha da cidade, Jocasta, mãe de Édipo, revelou que se casaria com quem libertasse a cidade dessa esfinge. Édipo a decifrou e acabou se casando com a própria mãe, realizando a profecia.